Intérprete profissional é outro papo

Neste vídeo, produzido pelo Departamento de Polícia do Condado de Cambridge, vemos a diferença gritante entre o trabalho de um intérprete profissional e um intérprete amador, o famoso quebra-galho. Sabe aquele amigo de um amigo, que supostamente “sabe falar a língua” e foi fazer um bico ou, então, entrou de gaiato na história?

Observe detalhes como a postura do amigo da Reema, folheando a revista, e as omissões grosseiras na transmissão da mensagem, que podem inclusive denotar uma interferência deliberada do intérprete, por motivos pessoais.

Ou seja, reina a mais absoluta incompetência e falta de ética profissional.

Note também a falta do vocabulário técnico especializado: tenancy agreement (contrato de locação) vira house (casa), atrapalhando a comunicação entre o emissor e o receptor da mensagem. E os erros de compreeensão do intérprete amador, então? Confundindo leak (vazamento) com leek (alho-poró), um verdadeiro show de horror.

O resultado não poderia ser pior: a inquilina Reema fica desconfiada da polícia, achando que eles nada querem fazer para ajudá-la e irritadíssima com o amigo Amir, por perceber que ele não está desempenhando o papel de intérprete a contento. Já Amir, esse não está nem aí com nada.

A salvação vem na forma do intérprete profissional que é chamado para fazer o serviço.

Que diferença! Todo mundo se entende, acabam os bufos e resmungos e um laço de apreciação e respeito mútuo nasce entre o emissor e o receptor da mensagem.

Agora extrapole essa situação. Imagine que vai participar de uma reunião delicada, na qual seu futuro na empresa será colocado em causa. Ou talvez seja uma negociação importante. Aquele encontro decisivo com um potencial cliente. A discussão sobre um projeto que está tirando o seu sono há semanas.

E me diga:

Quem você contrataria? O intérprete profissional ou o intérprete amador?

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