Tradutores se unem ao esforço de resgate no Haiti

Diante de uma tragédia de tamanhas proporções, ninguém pode se dar ao luxo de ficar de braços cruzados. É como se o formigueiro desmoronasse e surgissem, de todos cantos, formiguinhas  para reerguê-lo.

Interessante pensar que entre as primeiras levas de socorristas, enfermeiras, médicos, sanitaristas e engenheiros que estão se dirigindo ao Haiti, há um contingente de tradutores e intérpretes para ajudar na comunicação entre as missões de resgate e as vítimas do terremoto. Sem água, comida e língua, nada somos.

Um número significativo de tradutores está se organizando em sites, grupos do Facebook, ou em grupos de coleta, doando parte de seus rendimentos às organizações de ajuda que trabalham no Haiti.

A iniciativa Ushaidi solicita a ajuda de voluntários online para traduzir mensagens SMS enviadas por pessoas que buscam familiares ou pedem socorro no meio das ruínas das cidades. O mecanismo de tradução das mensagens é ligado a um motor de georreferenciamento para que, além de traduzir o conteúdo, o voluntário tente identificar a localização da chamada.

Como a MINUSTAH é atualmente liderada pelo Brasil, a International Medical Interpreters Association estima que há necessidade de tradutores do crioulo haitiano para o português, além de francês, espanhol e outras línguas usadas pelas equipes de socorro.

Deixamos a todos os colegas que se envolverem no resgate ao Haiti a nossa saudação e louvor.

E às vítimas, nossos sentimentos de pesar e solidariedade diante da desolação em que se encontram.

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